Abril 27, 2012
Um é pouco, dois é bom, três é… querer mais!
Pois é, passou rápido para todos nós esta terceira vinda de Paul McCartney ao Brasil, desde 2010. Ele já tinha vindo outras duas vezes, no início dos anos 90, é verdade. Mas depois de tanto tempo devendo visitas, ele tentou recompensar com oito shows em cerca de um ano e meio. Mas mesmo assim, a gente queria mais.
Desde cedo, o público na Ressacada surpreendia. Considerando-se que era uma quarta-feira, as filas no início da tarde já eram impressionantes. De forma organizada, o público esperou até a abertura dos portões no início da noite e rapidamente tomou conta do gramado e arquibancada. O frio aumentava com a entrada do famoso vento sul, que os manezinhos da ilha conhecem tão bem. Casacos, gorros e violões esquentavam o clima para a noite que entraria para a história de Floripa.
Macca se despediu do Brasil com um show apoteótico. Foi só o ex-beatle entrar no palco para a chuva cair intensa, de uma forma como não tinha se visto em nenhum destes oito últimos shows. A quantidade de água era proporcional à animação dos catarinenses e à generosidade de Paul. Uma plateia que cantava todas as músicas, sem fazer muita diferença entre os sucessos dos Beatles e as surpresas da noite. Em um setlist com mais novidades, ele surpreendeu tocando “Hope of Deliverance”, do álbum “Off the ground” (1993), “Ram On”, de Ram (1971), e “Birthday”, dos Beatles, no último bis. Sem falar na performance um pouco mais longa de “Yellow Submarine”, que já havia sido ensaiada no Recife.
A On The Run Tour segue agora para o México. Paul se despediu prometendo voltar. Depois das últimas “despedidas” dele houve quem duvidasse da promessa. Quem sabe o sonho não acabou.










